galo só faz cocoricó
23 abr 2012 1 Comentário
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era uma vez um dragão. um dragão que esqueceu que era galo.
um galo lindo e mansinho, de toda criança querer estar perto.
criança? que criança? na fazenda tem criança?
ô se tem! elas mandam na fazenda!
mas o mandar tem hora certa, porque cansa.
e o menino sabe, não é bobo. descansa um sono bom;
navega nesse mar grande de sonho.
grande igual a cidade importante, cheia de gente-história.
mas não menos cheia do que a mente de quem olha!
- olha! uma carta! como é bom receber carta!
em qualquer lugar do mundo, toda gente gosta.
até quem usa óculos, até quem voa alto!
porque quem é gente sabe que a viagem das palavras
é longa, é grande. e corre o mundo.
vira pontinho curto no universo. um pontinho tão claro!
- é só um pontinho.
- mas é a luz dele que abre caminho.
e as pessoas se percebem!
mas galo, galo não entende. esse ainda acha que é dragão.
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À ARTE & PALCO
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brasão versado
06 abr 2012 Deixe um comentário
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do não dito tenho pouco a chorar agora.
quando tu me tomas
é olho por olho;
o dente subestima.
morde pouco, pequeno,
devagar. e engole o mundo.
- é guerra, amor. é vida.
um brinco pra iluminar o pescoço
e um suco de melão.
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asma sintética
17 mar 2012 Deixe um comentário
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daquilo que se quer chorar bem alto, gritando até quando.
quando o grito chora até querer bem alto o se.
se bem querer até chora e grita
GRITA! GRITA! GRITA!
o querido bem chorado
quer?
CHORA!
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uníssono
14 mar 2012 Deixe um comentário
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nada, a não ser pouco a pouco.
o peso das partes do todo
não mente;
geme vitória.
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pé de moleque
25 fev 2012 Deixe um comentário
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doce de amendoim
tem gosto de agora;
de andar devagar na chuva.
não dizer ‘eu sei’
até a tempestade próxima
- e o pé molhado -
seria sábio.
e… algo mais.
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mochilas memoriais
28 jan 2012 2 Comentários
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E depois de tudo, acordei num ímpeto. O aconchego do pertencer, previsivelmente, fez doer aquela dor funda, forte, que lembra risada. Ri… não teve como. Mas, rápida, virei e puxei a coberta leve pra cobrir a falta. O olho é que não fechava mais. Bah, não fechava! Os cenários tão vivos, a história, todo o significado de uma Verdade… porém o laço tão forte, construto dos trinta e poucos me pareceu tão frouxo, desatado, de repente. Doeu de novo.
Eu não estava só. O Consolador, Artesão-Mestre de nós e enlaces, me elevou o olhar e fitei as pedras. Não mais as calcárias, mas estas aqui, tão perto, tão minhas. Segurei-as forte e contei: trinta e seis.
- Ei, quantos éramos, meu Deus?
O de sempre: papel-lápis-memória. E num segundo os nomes, todos, de mãos dadas vieram em roda. Honrada, registrei.
- “Trinta e três! Trinta e três!”, meu coração gritou.
Mas ainda faltavam 3…
E uma voz Outra, serena e tão plena de si veio simples e soberana preencher o vazio: - “Porque em treze dias não se cumpriria a profecia? ‘Eis que estivemos com vocês todos os dias.’”
Sim, era isso! 36 são as pedras! Preciosas. E todas elas contam uma mesma história, cada qual
com seu brilho,
com seu rosto,
com seu nome.
Ah, o ‘anel da ludhinha árabe’ é tão mais agora! E, sabe, toda vez que meu olhar o admira, os contos-cenários de risos e lágrimas cantam! É lindo de ver.
E naquela hora, em pé, meu coração sorriu.
E assim está.
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oráculo
27 dez 2011 3 Comentários
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pedra que não culpa a Medusa
sabe o que é ser bruta.
sabe o que é ser pedra.
sabe. e não culpa.
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nem amarrada eu digo o contrário.
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